Descrição
O MOÇO QUE NEM EU E NEM VOCÊ CONHECEMOS, MAS ADMIRAMOS!
Toda criatura humana, acredite ou não em Jesus, não pode, jamais, em sã consciência, deixar de, pelo menos, admirá-lo, pelo que Ele foi, por tudo que Ele fez, por tanto quanto nos ensinou, pela grandiosidade do exemplo que nos deixou, e pelo caminho do amor ao próximo, como essência de vida que nos levou a trilhar.
Por isso, meus queridos participantes deste convívio, peço-lhes, agora, que não o vejamos senão como um homem, abstraindo-nos da Sua condição divina.
Eu gostaria de lhes mostrar a imagem desse moço que eu não conheci e que nenhum de vocês conheceu, mas que cada um de nós O tem como imagem própria em nossos corações, em nosso interior e, por isso, imagens com perfis diferentes, mas com as mesmas características.
Falo desse moço que nasceu em Belém, servindo-se como leito de uma manjedoura, numa estrebaria, porque nas estalagens não encontrou abrigo, face ao censo que se realizava na época, naquela região.
Esse moço não viajou em toda a sua vida, mais do que 150 quilômetros, mas suas palavras e sua presença se fizeram e se fazem sentir em toda a face deste planeta, onde não há quem Dele não saiba e onde mais O sentimos: no nosso peito.
Esse moço não fez nenhuma faculdade de Pedagogia, mas onde quer que se Nele Fale é referido como Mestre.
Esse moço não fez nenhuma Faculdade de Medicina, mas enquanto os médicos, ainda hoje, tratam de doentes e de criaturas vivas, esse moço ressuscitava mortos.
Deu voz a mudos, visão a cegos, audição a surdos, curou leprosos, fez coxos andar, apenas com o poder do seu espírito.
Esse moço não pregou publicamente mais do que três anos, mas suas palavras ecoam por todo o mundo amplificando-se em todos os corações. Os sentimentos que nos ensinou, medram e se avolumam em cada peito. Sua luz, multiplica-se em miríades de outras luzes em nossas almas.
Suas palavras eram tão profundas que despertaram nas criaturas do poder humano a inveja e o medo, circunstâncias que o levaram a ser crucificado.
Esse moço recebeu de seu Pai, seu Chefe, uma missão. Não perguntou se tinha vaias ou aplausos, se tinha flores ou se tinha espinhos; se teria que caminhar por areias ou por pedras. Ele simplesmente veio e a cumpriu, e pagou caro por isso: pagou com a vida que entregou à morte, que correspondeu às moedas da nossa salvação.
Enquanto os Faraós construíam fenomenais Pirâmides para serem lembrados após a morte, esse moço, ao ser retirado da cruz, não tinha sequer um túmulo seu para depositar seu corpo, o que foi feito numa tumba tomada por empréstimo, mas são passados mais de 2000 anos e a humanidade jamais conseguiu esquecê-lo, pelo contrário, crescem as populações e na mesma medida a lembrança desse moço. Ninguém consegue esquecê-lo.
Agora, aqui mesmo, reunidos , estamos a lembrá-lo, comemorando os 2009 anos de sua vinda a este mundo.
Todos viemos, na confraternização, na manifestação do amor fraternal e do amor ao próximo, reverenciar a imagem e os feitos desse moço.
Por fora e por dentro de nós, buscamos encontrá-lo.
Mas e quando não for NATAL? Será que continuaremos com o mesmo júbilo, o mesmo encantamento?
É neste sentido, meus queridos irmãos, que dirijo minhas preces ao Pai para que continuemos adorando o Filho e que desta adoração, resulte sempre a paz, a esperança e o amor, lastreados todos na fé.
Em meu anseio, espero que todos os dias de nossas vidas sejam tão suaves e macios como as madrugadas de verão, quando o céu estampa o verdeado matiz da manhã, mesclado no clarão rubro do horizonte, onde sopra o frescor dos ventos da esperança, a trazer na doce aragem a realização do nosso amanhã.
FELIZ NATAL e FELIZ ANO NOVO!
Ivann Krebs Montenegro
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